A avaliação no Pilates






Avaliar é o primeiro passo dentro do planejamento de um atendimento, seja para reabilitação ou treinamento. Avaliar as condições inicias do seu aluno pode ser o diferencial entre em um trabalho bem-sucedido com resultados consistentes e meses de esforço sem progresso.

Atualmente encontramos inúmeros protocolos de avaliação – muitos deles bastante consistentes -, que nos oferecem os mais diferentes scores para componentes da aptidão física.

É importante sim realizar uma avaliação física, com testes de flexibilidade, força muscular, testes funcionais e posturais; solicitar exames de rotina; verificar se há medicações de uso contínuo ou eventual, mas também é preciso observar se o aluno tem dores crônicas e se a procura pelo método pilates é por indicação médica.

Deve ser feita uma tentativa de compreender inicialmente quem é esse aluno, o que ele pretende com a prática do método pilates e qual é a motivação que tem.

É importante também avaliar a história de movimento do aluno e a postura, pois ela reflete uma marca do padrão de movimento cotidiano dele.

A avaliação de pilates em um sentido mais global nem sempre é realizada pelos profissionais de pilates, até por desconhecimento. Muitas vezes, os profissionais mais experientes acabam realizando esta avaliação mais subjetiva do sujeito. Depende do nível de comprometimento do profissional em entender que o ser humano é complexo e multifatorial.

A avaliação global deve ser feita porque com ela é possível entender o momento de cada indivíduo e quais as razões que o levaram a buscar o studio.

É preciso uma avaliação criteriosa da postura, padrão motor e função neuromuscular e, para isso, existem diversos protocolos a serem seguidos na literatura. Devemos escolher aquele que atende ao que se busca com o aluno, dependendo de toda a anamnese inicial feita com ele. Por exemplo, caso o aluno não possua nenhuma lesão, seja sedentário e aparentemente esteja apto a fazer tudo, é muito importante avaliar seus possíveis desvios posturais e seu padrão motor, a fim de entender os desequilíbrios entre seus músculos, que podem a médio ou em longo prazo causar algum tipo de lesão osteomioarticular.

Deve-se começar tendo como base os dados pessoais, ressaltando a importância: de nome completo; endereço; telefones residencial e celular; data de nascimento/idade; a profissão; e-mail. Tenha sempre atualizado estas informações.

Segue-se pela anamnese, com imprescindíveis perguntas sobre o hábito de vida e condições de saúde do indivíduo. Entre os vários tipos de perguntas, se destacam de maior relevância ao profissional:
Se o indivíduo realiza alguma atividade física?
Se apresenta alguma doença?
Faz-se uso de algum tipo de medicação?
Se é tabagista?
Se é etilista?
Se tem hipertensão?
Se é diabético?
Se já realizou algum processo cirúrgico?
Quantas refeições realiza por dia?
Quantas horas dorme por dia?
Se apresenta algum tipo de dor?
Sempre que houver reavaliação atualizar estes dados.

Próximo item a avaliação antropométrica na qual são realizadas as medidas de: peso; altura; IMC; circunferências corporais; podendo complementar com a Frequência Cardíaca (FC) e Frequência Respiratória (FR).

A avaliação postural diagnóstica os desvios posturais e distúrbios de origem anatômica. A finalidade da postura padrão resulta do bom alinhamento; simetria corporal e equilíbrio corporal gerando uma sustentação de peso corporal considerada ideal. Sendo realizada pela vista lateral; vista ventral e dorsal; o qual é possível mensurar as simetrias corporais, avaliar as posições: da cabeça; ombro; clavículas; escápulas; coluna; pelve; joelhos e pés.

Os testes servem para investigar a flexibilidade; força muscular; equilíbrio; etc. Podem ser de origens físicas e motoras. O teste de maior importância é da flexibilidade o qual o indivíduo realiza uma flexão de tronco máxima, onde é verificado encurtamentos na cadeia posterior. Tendo sempre ponderação e cuidado à aplicação de testes físicos a pessoas consideradas grupo de risco, tais como: pessoas com problemas de pressão, pessoas com problemas de coração; pessoas com problema de origem pulmonar; etc. Sendo possível a verificação de: encurtamento; resistência; etc.

O planejamento do treino do aluno deve ter como base a avaliação realizada e suas necessidades e objetivos devem ser atingidos, mas muita coisa deve ser avaliada no dia a dia dele, pois ocorre que, nem sempre os achados numa avaliação serão os mesmos achados no dia seguinte. Por isso, uma avaliação diária do aluno é essencial para mudar o plano de treino, se necessário, e melhor atendê-lo a curto e a longo prazo.

A avaliação nos dá um norte para iniciar um trabalho, mas não deve ser a única coisa a ser feita, é preciso aprender no dia a dia com cada aluno e entender que nem sempre o mesmo protocolo funciona com todos.

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