Pilates em Pacientes com DPOC





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Já é de conhecimento geral que a prática de Pilates traz benefícios não só na melhora da biomecânica do movimento mas também à patologias de ordem osteomuscular. O Método Pilates influi em aspectos fisiológicos importantes que podem vir a gerar benefício à saúde do sistema cardiorrespiratório.

O princípio da respiração do Método Pilates exige uma expiração máxima durante os exercícios. Essa expiração máxima é realizada através dos músculos abdominais superficiais, que são ativados durante a realização dos exercícios do Pilates, principalmente do músculo reto abdominal, justificando, assim, o aumento da força muscular expiratória nos praticantes do método [11]. Ademais, os exercícios que visavam ao fortalecimento direto da musculatura abdominal superficial também contribuíram para o aumento observado na Pemáx, visto que os músculos abdominais superficiais são os principais músculos expiratórios em uma expiração forçada.

O fortalecimento dos músculos abdominais superficiais não contribui apenas para aumentar a força dos músculos expiratórios, mas também é importante para melhorar o desempenho do diafragma, principal músculo inspiratório. O aumento no tônus dos músculos abdominais fornece estabilidade proprioceptiva à parede abdominal durante a incursão do diafragma no momento da inspiração, de forma que seu centro tendíneo consegue se apoiar nas vísceras abdominais e gerar uma amplitude de movimento maior. Isso faz com que o aumento dos diâmetros cefalocaudal e transverso do tórax sejam mais acentuados durante a inspiração, contribuindo para uma maior amplitude de movimento. Esse fato é particularmente importante nos indivíduos portadores de DPOC em virtude da retificação do diafragma que eles apresentam ocasionada pela hiperinsuflação pulmonar .

Os exercícios da prática de Pilates promovem também o alongamento da musculatura respiratória e músculos acessórios da respiração melhorando a mecânica respiratória.

Eles são realizados nas mais diversas posições, através do trabalho de membros superiores, membros inferiores e tronco irão promover melhora da circulação periférica e central favorecendo o retorno venoso e trazendo muitos benefícios ao sistema cardiovascular.

Isto ocorre devido a contração de todos os músculos desde o centro até as extremidades ocasionando maior bombeamento muscular.

Em pacientes iniciantes não-condicionados, com a função cardiorrespiratória debilitada, ou hipertensos o ideal é que os exercícios de Pilates sejam realizados com tempo de descanso entre os exercícios, evitar posições invertida, exercícios multiarticulares, isometrias e trocas de decúbitos para posição em pé.

Outra característica importante do Pilates é o recrutamento, através da respiração, de fibras de músculos profundos, que, juntamente com a contração abdominal que sempre é solicitada, são os principais fatores responsáveis pelo trabalho de centralização e controle do corpo. Os exercícios do Método Pilates executados na presente pesquisa utilizam a inspiração para preparar o movimento e, em contrapartida, a expiração é utilizada para trabalho do abdome, através do recrutamento dos músculos expiratórios, incluindo transverso do abdômen e oblíquos interno e externo.

O Método Pilates pode determinar uma melhora significativa da função pulmonar de indivíduos portadores de DPOC igual a fisioterapia respiratória, aumentando significantemente a mobilidade torácica na região apical, reduzindo a limitação ao fluxo expiratório e aumentando a força muscular respiratória tanto inspiratória quanto expiratória.

Use e abuse do Pilates para pacientes com DPOC!



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